O filé e o retomar da tradição...em aldeia de Burgo

Várias artesãs mantêm viva, numa aldeia de Felgueiras, a arte de bordar filé, técnica tradicional do Vale do Sousa, que esteve quase extinta, e preparam-se para criar uma cooperativa de ensino e comércio. Duas artesãs de Vila Fria,  têm-se dedicado, nos últimos meses, aos bordados, alguns dos quais de grande dimensão e complexidade artística.

Reunidas na aldeia de Burgo, com a suas casas antigas de granito, rodeadas de prados verdes e riachos cristalinos, não muito longe do Mosteiro de Pombeiro (primitiva construção românica datada dos anos de 1059 e 1102 e Monumento Nacional desde 1910), as mulheres tecem, selecionam as cores e criam o filé, com um design criado pelas próprias ou herdado das mães ou avós.

Todos os sábados, um grupo de sete mulheres da aldeia juntam-se, na sede Junta de Freguesia de Vila Fria, para falar da tradição do filé e bordar, numa atmosfera de convivência, e o ofício constitui, ainda hoje, uma fonte de rendimento para várias famílias.

Algumas peças são vendidas, na berma da estrada nacional que liga Felgueiras a Guimarães, pelas próprias artesãs ou familiares, o que é uma tradição de várias décadas.

Existe também um espaço comercial no centro de Felgueiras que vende peças de artesanato, aos turistas, manufaturadas com aquela técnica. O futuro desta arte centenária reside agora na aposta num design mais atual, criando produtos alternativos às tradicionais cortinas, naperons e toalhas, como calçado e carteiras de senhora.

Para a frente é que é o caminho.

 

 


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