Que o nosso alimento seja o nosso melhor medicamento

Assim disse Hipócrates um dia: "Que o teu remédio seja o teu alimento e que o teu alimento seja o teu remédio". No sábado passado, assisti a um workshop sobre Plantas Comestíveis  e Curativas, pelo que partilharei aqui convosco algo do que aprendi. Em primeiro lugar e independemente da riqueza da flora portuguesa, há que ter um conhecimento muito preciso sobre o que encontramos pelos campos para que a nossa saúde não seja colocada em risco. Não pode haver dúvidas quanto à identificação do que temos pela frente. Depois, há que colher plantas, longe de locais poluídos, longe das estradas e longe de culturas que possam ter sido pulverizadas.

Depois destes cuidados essenciais e indispensáveis, o nosso organismo agradecerá se algumas das plantas abaixo fizerem parte do cardápio lá de casa:

O AGRIÃO 

Indicações terapêuticas: O agrião é rico em ferro e outros minerais. Purifica o sangue e é bom para o coração. As suas folhas são ricas em vitamina C. Pode ser utilizado para tratar: tuberculose, afecções pulmonares, tosse e bronquite.

Modo de utilização: Pode ser utilizado cru, em saladas, ou cozido/fervido, na sopa ou em chá.

A CAMOMILA

Indicações terapêuticas: Ansiedade, insónia, síndromes febris, flatulência, náusea, vómito, inflamação bucal, dores de origem reumática e menstruais.

Modo de utilização: A partir da flor podem ser feitos chás, infusões para o banho, unguentos e bálsamos para a pele e para o cabelo.

O DENTE-DE-LEÃO

Indicações terapêuticas: É diurética e combate o reumatismo, a gota, os eczemas, a prisão de ventre e as insónias. A raiz aumenta a produção da bílis e purifica o sangue.

Modo de utilização: As folhas podem ser utilizadas em salada, as flores podem ser transformadas em vinho e as raízes podem ser usadas como vegetal ou em infusões.

O ALECRIM

Indicações terapêuticas: Estimula a circulação, aumenta o fluxo sanguíneo, ajuda a digestão e alivia a tosse.

Modo de utilização: As folhas podem-se utilizar em infusões ou no banho.

A ALFAZEMA

Indicações terapêuticas: Alivia as dores de cabeça e acalma o nervosismo. Também ajuda nas insónias, nos problemas digestivos e mau hálito.

Modo de utilização: Utilizam-se a flor em chá.

O LOURO

Indicações terapêuticas: Ajuda a digestão e estimula o apetite.

Modo de utilização: Utiliza-se a folha em infusão.

 

HORTELÃS

A Hortelã-verde e a Hortelã-pimenta são ambas conhecidas por “menta” e, por isso, são confundidas. De facto, ambas pertencem ao género Mentha, porém têm sabor e odor totalmente distintos, e por isso têm usos bem diferentes.

HORTELÃ VERDE

Indicações terapêuticas: Ajuda a digestão.

Modo de utilização: Utiliza-se a folha em infusão.

HORTELÃ-PIMENTA

Indicações terapêuticas: Ajuda no combate a constipações, gripes e catarro. O seu óleo é um antiséptico e é usado para aliviar a comichão e como insecticida.

Modo de utilização: Utiliza-se a folha em infusão e o óleo.

A SALSA

Indicações terapêuticas: Refresca o hálito e contribui para uma pele saudável.

Modo de utilização: Mastiga-se a folha crua.

A VIOLETA-DO-CHEIRO

Indicações terapêuticas: Combate a tosse, a bronquite, as dores de cabeça e a insónia, acalma os nervos e actua como um laxante. Alivia o catarro e a bronquite.

Modo de utilização: A flor pode ser tomada fresca ou seca, em infusão ou xarope. A raiz seca pode ser tomada em infusão.

Mas existem muitas, muitas outras mais: rebentos de silvas, erva-doce, malva, eucalipto, calêndula, erva cidreira, alcaçuz, angélica, arruda, carqueja, manjericão, oliveira, urtiga (planta mais rica em ferro), valeriana, saramago, etc.

 

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