100 anos de história em 12 mil jornais e 10 livros

Oito anos foi o tempo que um escritor de Cantanhede levou para ler cerca de 12 mil edições de jornais ali publicados nos últimos 100 anos de forma a registar em livro a memória daquela região do centro do país. Manuel Cidalino Madaleno, deu-lhe o nome de "Construir a memória na região de Cantanhede", o que resultou não em 1 mas em 10 volumes, três já editados em livro e um quarto a caminho, depois de pesquisas efetuadas nas biblioteca de Cantanhede, de Coimbra e de Lisboa.  É a história de um povo desde o século XIX, bem como a história política, a religião, as superstições, a evolução económica, as festas, as tradições, a higiene e a medicina.

O topónimo Cantanhede vem da raiz celta cant, que significa “pedra grande”, e relaciona-se com as pedreiras existentes na região. As primeiras referências históricas remontam a 1087, data em que D. Sisnando, governador de Coimbra, a teria mandado fortificar e povoar. D. Afonso II terá dado foral a Cantanhede e foram seus donatários os Meneses, tendo sido D. Pedro de Meneses o primeiro Conde de Cantanhede, título nobiliárquico criado por D. Afonso V por carta datada de 6 de Julho de 1479. O título seria depois renovado por Filipe II, em 1618, na pessoa de seu neto e pai de D. António Luís de Meneses, 3º Conde de Cantanhede e 1º Marquês de Marialva, que se notabilizou nas Batalhas de Linhas de Elvas e Montes Claros e que foi um dos vultos mais importantes da Restauração de 1640.

Um caso de indubitável amor à terra, à leitura e à cultura. Um exemplo a seguir.

 
 
 
 

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