De que precisam os nossos filhos? De mães e pais INSPIRADORES

Começo este post com uma afirmação: os nossos filhos e filhas não precisam de pais e mães extraordinários, precisam de seres humanos, precisam tanto de amor e de carinho, como de regras e de orientação, precisam de muita VERDADE e transparência para que nos vejam como uma fonte inspiração para a vida deles.

Esta foi mais uma grande reflexão que me proporcionou a minha 2ª sessão de Coaching (Educar-me a Educar) com a Fernanda Ferreira, um ser humano fantástico que partilha connosco questões e vivências que não nos são inteiramente desconhecidas, nem tão pouco nos são indiferentes, pois já passámos por elas ao longo das cruzadas das nossas vidas. Têm sido momentos bem agradáveis de partilha e de crescimento pessoal. Uma "luz" que nos acalma e revigora. Obrigada Fernanda.

Mas, voltando à questão da relação que temos com os nossos filhos e filhas, saibam que existe uma grande dependência pois os/as filhos/as  precisam de aprender experiências com os seus pais e mães e isso vai sendo feito através do registo diário, na memória, de milhares de estímulos externos (visuais, auditivos e táteis) e internos (pensamentos e emoções). Podemos dizer que estamos perante o registo automático da memória (RAM), o qual é involuntário: tudo é absorvido pelos/as nossos/as filhos/as (imagens, pensamentos e emoções - negativos ou saudáveis). Isto significa que eles e elas retêm não apenas tudo o que lhes dizemos, como também as nossas atitudes para com eles/elas e se estas forem péssimas, vai-se criando um fosso emocional (pouco afeto e muitas críticas). E não, não dá para fazer DELETE, não se pode apagar nada, apenas se pode reeditar, através de novas experiências sobre as experiências antigas. Depois, se uma experiência é acompanhada de um elevado grau emocional (amor/ódio; alegria/angústia), a mesma vai provocar um registo de forte intensidade: bom ou mau.

Temos de cruzar a nossa história com a dos/as nossos/as filhos/as e fazer, do pouco tempo disponível, grandes momentos de convívio com eles/elas. Devemos abrir-lhes o nosso coração e então terão prazer em estar connosco: a solução é sempre o amor, para que nos vejam como mestres de vida.

Libertemos a criança que existe em nós, libertemos a nossa jovialidade, mesmo que os cabelos já tenham embranquecido.

Abracem, sorriam, chorem, pois é bem mais importante a autenticidade do amor do que deixar-lhes fortunas.

"O que fazes, dizes tão alto que não te ouço" - Ralph Emerson

Sejam então mães e pais felizes e INSPIRADORES!


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