Séc. XXI...o século das doenças psicossociais

29-05-2019 12:41

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Não deveríamos no século XXI estar a assistir a uma revolução da qualidade de vida psicossocial? Depois da revolução científica do século XIX e da revolução tecnológica do século XX, deveríamos estar no século da cidadania, do humanismo, da democracia das ideias, da arte de pensar e da revolução da educação. Este deveria ser o século da formação de pensadores, o século da preservação e do respeito pela natureza e o século da preservação dos direitos humanos. Mas não...estamos no século das doenças psicossociais e da ausência de espírito crítico. As pessoas estão no século da informação mas, não sabem pensar, duvidar, criticar construtivamente, interpretar, produzir ideias, reciclar o autoritarismo, a rigidez intelectual e acima de tudo, não sabem repensar-se a elas mesmas.

É urgente o desenvolvimento coletivo da inteligência, que tem como meta melhorar a qualidade de vida emocional, intelectual e social das pessoas. Por outro lado, as escolas devem formar pensadores e pensadoras, não depósitos massivos de cultura e reprodutores de conhecimentos. Todas as pessoas deveriam interiorizar de que são eternos aprendizes na curta trajetória existencial. Ninguém sabe tudo, ninguém já aprendeu tudo e as pessoas que assim pensam já "morreram" intelectualmente. A ditadura da verdade absoluta não existe. Cada pessoa não pode compreender o mundo apenas dentro da órbita do seu conhecimento. Uma pessoa pensadora é aquela cujo corpo vai ficando abatido pelo tempo mas que não rejeita novas experiências. Há que procurar conhecer, pensar antes de reagir, refletir, aprender, gerir pensamentos e emoções, desenvolver a arte da pergunta e da dúvida, há que desenvolver a criatividade, há que ter disciplina, paciência, perseverança, há que saber trabalhar as dores, as perdas, há que repensar o sentido da nossa existência, há que cultivar a honestidade intelectual, há que combater a competição selvagem, há que procurar ser um agente social, há que ter empatia, há que expor e não impor ideias, há que aprender a ouvir, há que desenvolver o humanismo, Vale a pena pensar nisto...


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