O Principezinho põe a gravata...

19-09-2017 16:16

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Tenho estado a ler o livro "O Principezinho põe a gravata" de Borja Vilaseca. Um livro curioso que, com enorme fidelidade, reproduz cenários empresariais onde a felicidade no trabalho é uma miragem. É um livro que nos descreve claramente a sobreposição do capital aos valores. Empresas que, sem o saberem ou não quererem saber, estão aquém do que poderiam alcançar, apenas porque existe uma "parede" supostamente intransponível no seu interior, que separa em vez de unir.

De um lado, colaboradores insatisfeitos, não alinhados com a empresa, desprovidos de força de vontade, que desconhecem o perfil e o contributo da sua função, sujeitos a críticas e sem qualquer valorização perante bons resultados ou desempenhos; do outro lado, empresas que não têm traçadas as suas linhas estratégicas, que não definem os seus valores, focadas no lucro quase que imediato, que não valorizam as sinergias internas, que não reconhecem os colaboradores como os seus primeiros clientes.

Qual é então a (incrível e difícil) missão de Pablo Príncipe, o nosso Principezinho? Pois bem, Pablo é contratado e (auto) nomeia-se Responsável por Pessoas e Valores da Organização. Promete "revolucionar" a empresa e não perde tempo. Decide organizar internamente uma ação de formação em Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal, juntando numa mesma sala, todos os níveis hierárquicos, sem exceção. E começa.

De uma forma intuitiva vai falando e questionando, levando as pessoas a intervirem e a questionarem também. E à medida que a formação vai avançando, vai reconhecendo que todas as pessoas gostam das suas funções e que o problema é a falta de respeito, a falta de comunicação, a falta de "comunhão" e a gestão das emoções. A formação estava a ser bem conseguida, as pessoas assumiram uma atitude de honestidade, de humildade e de coragem, "abrindo a porta" da mente e do coração à aprendizagem e à transformação, o que foi fundamental para Pablo conseguir tirar o"raio x" à empresa e introduzir as alterações necessárias e vitais para a renovação da empresa. Para começar, solicitou a cada colaborador que colocasse em prática o que tinha ouvido na formação de forma a tirar as suas conclusões quanto aos resultados efetivos de cada experiência. E, a formação foi avançando e a mudança acontecendo de forma gradual. Por vezes, as pessoas reconheciam até que ainda não tinham conseguido ter a atitude certa por ser um processo difícil mas já estavam conscientes do que estaria certo e a pouco e pouco foram dando pequenos passos.

Isto para mostrar em como é importante a "figura" de um Gestor ou Gestora de Pessoas numa empresa e de como é relativamente simples melhorar significativamente a performance empresarial ou organizacional. Basta reconhecer que "o essencial é invisível aos olhos".

"O mundo inteiro abre alas quando vê passar um homem que sabe para onde vai". Nesta frase de Saint-Exupéry, acrescentaria apenas "...e uma mulher..."

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

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