A falta de empatia empresarial...

22-08-2018 18:36

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Atualmente, a maioria das empresas atravessa dificuldades enormes em termos da gestão das suas pessoas, das suas equipas de trabalho. Já não são capazes de põr o grupo a funcionar. Trabalha-se com urgência, não se redefine o trabalho, não se lhe atribui um sentido, não se comunica ou comunica-se mal, não se aplica a empatia nos locais de trabalho. Assim, cada colaborador e colaboradora não se reencontra na estrutura profissional e todos/as perdem, incluindo a empresa.

Durante décadas, o mundo profissional tem fechado os olhos a este mal-estar no local de trabalho, o que tem aumentado o stress, a desmotivação, as baixas médicas e até mesmo os suicídios. Muitos colaboradores e colaboradoras sentem-se abandonados/as na esfera profissional, não são ouvidos/as, não têm interlocutores, sentem-se negligenciados/as, desrespeitados/as o que só contribui para o seu descontentamento e falta de produtividade.

O que podem fazer as empresas? SE são as pessoas que colocam o sistema a funcionar, se as mesmas estiverem motivadas, se sentirem valorizadas e respeitadas, CLARO que os efeitos positivos virão, quer para os próprios colaboradores e colaboradoras, quer para as empresas. SE as pessoas estiverem motivadas, serão eficientes e produtivas, terão ânimo e vontade; SE, ao contrário, estiverem desmotivadas, tornar-se-ão indiferentes, distantes, sem o foco necessário à concretização dos objetivos pessoais e empresariais.

Dirigir um empregado ou empregada que obedeça, já NÃO BASTA. A gestão com base no medo, na desconfiança está ultrapassada, está obsoleta. Há que saber tornar os colaboradores e colaboradoras verdadeiros parceiros da empresa, do negócio. Não há milagres. Para se receber, tem de se dar. É uma questão de equilíbrio, de ética profissional. Diría até mais: é uma questão de empatia empresarial. Ou se tem ou não se tem. Para as empresas se  fazerem respeitar, têm de respeitar também.

É urgente restabelecer o desejo de trabalhar, o gosto pelo trabalho e isso apenas será conseguido SE os colaboradores e colaboradoras se sentirem reconhecidos/as, estimados/as e integrados/as na empresa. O trabalho não deverá ser encarado como uma obrigação, como uma necessidade, como um hábito. Deve ser visto como algo atrativo, que crie harmonia e continuada motivação, para um crescimento sustentado das empresas, das suas pessoas e das suas equipas.

As empresas, os gestores e gestoras que assim não pensarem e agirem, não serão reconhecidos como socialmente responsáveis no meio empresarial e no mercado de trabalho e, a seu tempo, serão colocados/as à margem e alvos de uma seleção natural.

 


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