A luz de Lisboa...

27-11-2018 23:48

Lisboa é o que é. Mesmo em dias escuros, tem uma luz própria, um requinte que é só seu. Fiquei impressionada com a "vida" da baixa lisboeta. Tudo acontece ali. As ruas, as lojas, estavam em frenesim. Pessoas em todo o lado, turistas, portugueses, portuguesas, jovens, menos jovens. De mapas na mão, de mochilas às costas, em grupo, em família. O mundo acontece ali. Foi este o sentimento que me ficou. Mas é bom. As pessoas é que dão dinâmica aos sítios e foi agradável ver as esplanadas de rua repletas, com os aquecedores ligados e as pessoas felizes, em conversas animadas. Subi ao Chiado. Os Armazéns do Chiado eram a "estrela" da rua, com uma enorme Árvore de Natal iluminada na fachada do edifício, era o objeto mais cobiçado na hora de tirar fotos. Por breves instantes lembrei-me de Pessoa. Quase que o senti a descer a rua, com o seu ar distinto, introspetivo e sereno, alheio ao que se passava à volta :)

Não conhecia o miradouro do Arco da Rua Augusta, na Praça do Comércio. Foi aberto ao público em 2013 e a sua construção começou a ser pensada por Marquês Pombal em 1759, a partir da reconstrução de Lisboa, após o terramoto de 1755. Subi e apesar de estar de chapéu aberto, apreciei a enorme beleza e grandiosidade que ali se encontra. Formidável. Inesquecível. Terei de lá voltar num dia sol e deslumbrar-me de novo.

No topo do arco lê-se  VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS DOCVMENTO.PPD: “Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”.

Um dia sombrio mas iluminado ...pelas "Virtudes dos Maiores."

 


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