A distinção não se imita, não se esquece...

03-11-2018 15:18

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As pessoas são o que são e a distinção não se aprende, não se consegue imitar e não se esquece. Ou se é, ou não se é. As pessoas que deixam uma marca positiva são as que, pela sua ética, se distinguem de todas as outras. São as pessoas com valores, são aquelas que, mesmo a nível profissional, não abdicam da sua autenticidade, são uma extensão daquilo que são a nível pessoal. Assim foi o exemplo de vida da Helena Ramos. Quando, na 5ª feira, ouvi o nome dela e a notícia associada, logo me veio à memória o seu rosto e a simpatia. Fiquei consternada. Uma grande referência televisiva da minha infância e juventude. Sem dúvida, uma grande Senhora da TV, que se demarca dos/das atuais profissionais das novas gerações, cujo sucesso anda muitas vezes mais associado ao facto de "cairem em graça, do que serem engraçados/as". Quero com isto dizer que há muita coisa que o dinheiro consegue manobrar ou furjar. Abana-se com milhões e a motivação para se ser um bom profissional sobe em flecha. Não foi o caso da Helena. A frase que a RTP bem escolheu para lhe fazer homenagem - "Para sempre, nossa...Helena Ramos" - não pode ser mais fidedigna. Deixou-nos uma imagem de marca muito positiva. Um exemplo de simpatia inata, de proximidade, de profissionalismo ético, de beleza não ostensiva, de simplicidade com um misto de "classe".

Obrigada Helena, por nos mostrar e lembrar que um/a profissional com valores, que sabe estar, é o que nos fica. Faleceu numa data especial - Dia de Todos os Santos - digna de uma grande Senhora. Que descanse em paz. Os portugueses e portuguesas não a esquecerão. O mundo da TV também não. Ou...não deveria.

Aqui fica a minha singela homenagem.


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