Um abraço de almas...

28-06-2017 12:57

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Ontem à noite, algo inédito aconteceu em Portugal, fez-se história: rádios e canais de televisão esqueceram as batalhas pelas audiências e uniram-se numa só voz para um Concerto Solidário, no Meo Arena, juntamente com 25 cantores portugueses de várias gerações e estilos musicais, que proporcionaram aos 14.000 presentes e aos milhões ausentes um espetáculo, de uma riqueza e emotividade inigualável. No final da noite, algo quase impensável aconteceu: uma angariação de mais de 1 milhão de euros, a favor da calamidade de Pedrógão e de Góis.

Um Concerto que foi um abraço de almas, um abraço invisível entre os que estão, os que sofrem e os ausentes. Até as canções escolhidas pelos cantores e cantoras continham mensagens inspiradoras, de fé, de união, de amor, de esperança e de força. Gostei particularmente das canções de Pedro Abrunhosa e de Paulo Gonzo, cujos excertos deixo aqui ficar:

"Sei de cor
Cada traço do teu rosto, do teu olhar
Cada sombra da tua voz e cada silêncio,
Cada gesto que tu faças...

Sei cada capricho teu e o que não dizes
Ou preferes calar, deixa-me adivinhar...

Sei porque becos te escondes,
Sei ao pormenor o teu melhor e o pior
Sei de ti mais do que queria
Numa palavra diria
Sei-te de cor." Paulo Gonzo

"A tempestade há-de passar
Ninguém se esconde
E há quem queira voltar
Venham sereias
Venham lobos-do-mar
A tempestade há-de passar
Pela manhã
As portas têm que se abrir
Ninguém se esquece
Não há quem queira fugir
Voltam cansados
Mas a pé hão-de vir
Pela manhã
As portas têm que se abrir

E há-de haver quem nos queira salvar
Somos destino
Donos deste lugar
Não é o fim!" Pedro Abrunhosa

Despropositado, insólito e inconveniente foi o comentário feito por Salvador Sobral que, quanto a mim, ficou desacreditado, tendo perdido muitos pontos perante muitos portugueses e portuguesas. O último a atuar, no que seria um momento lindíssimo e emblemático de fecho, o glamour perdeu-se com o seu inusitado comentário, o qual acredito ser já do conhecimento de todos e de todas, dada a polémica merecidamente já lançada pelos meios de comunicação social.

Mas, tal como o nosso Presidente da República, também presente no Concerto, afirmou, Portugal é "uma grande Nação, uma Nação muito unida, muito solidária e muito antiga", que, durante nove séculos passou por várias situações difíceis mas que sempre deu "a volta por cima".

Foi um verdadeiro, genuino e gigante "Juntos por Todos". Obrigada Portugal. 

Somos Portugal.


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