Parcelas de Portugal que observam o mundo...

24-07-2017 12:32

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Ontem foi de novo dia de votação para o Concurso Maravilhas de Portugal - Aldeias. Estiveram a votação as Aldeias nomeadas na categoria Aldeias do Mar. As vencedoras, que passaram a finalistas, foram: Azenhas do Mar (Sintra) e Fajã dos Cubres (Açores).

Ana Paula Vitorino, Ministra do Mar refere que "O projeto 7 Maravilhas de Portugal vai levar a todos os portugueses os tesouros da nossa identidade tão cheios de futuro e de oportunidades. As aldeias marítimas estão ligadas à maior das nossas oportunidades: a ligação da Europa ao Mar. As aldeias marítimas distinguem-se das restantes por serem parcelas de Portugal a olhar para todo o mundo através do mar imenso. A relação destas populações com o mar mudou ao longo dos anos mas mantém-se no que é essencial. No presente, a comunidade olha para o mar de forma diferente: o receio desapareceu dando lugar à oportunidade de aproveitamento do lazer nas zonas costeiras. Mas o respeito permanece. E é esse respeito que torna as comunidades das aldeias do mar agentes importantes na conservação do ambiente e na manutenção da biodiversidade em meio marinho. A gente do mar não estraga o mar"

A aldeia Azenhas do Mar desenvolveu-se na moagem dos cereais e na vitivinicultura, local proeminente dos afamados vinhos da Região Demarcada de Colares.Aqui passou férias o rei D. Carlos I e as rainhas D. Amélia e D. Maria Pia. Muitos arquitetos do século XX aqui implantaram as suas criações, como Raul Lino, Norte Júnior e outros. Aqui viveu Ferreira de Castro e sobre ela escreveram Vergílio Ferreira ou José Saramago.Lugar inspirador para pintores como Paula Campos, Júlio Pomar, Alfredo Keil e tantos outros, foi ainda estância dilecta de cineastas como Perdigão Queiroga, Beatriz Costa ou Carmen Dolores.

A Fajã dos Cubres está provavelmente entre uma das mais bonitas e exóticas fajãs da Ilha de São Jorge, localiza-se na freguesia de Ribeira Seca, concelho da Calheta. Esta fajã está classificada como Sítio de Importância Internacional ao abrigo da Convenção de Ramsar, relativa à Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas. O nome curioso desta fajã provêm de uma planta de pequenas flores amarelas, os Cubres. Esta fajã não é habitada de forma permanente e o caminho de acesso faz-se por uma estrada aberta na rocha, asfaltada em 1993. É por essa estrada que passam a maioria dos romeiros, visitantes e turistas que vão à Fajã da Caldeira de Santo Cristo.Os pescadores de quase toda a ilha deslocam-se à Lagoa dos Cubres para apanharem camarão que serve para isca de pesca à garoupa. Para isso utilizam pequenas redes de malha fina a que chamam camaroeiros. Nas margens da lagoa, as pastagens interiores, abundam com junco, e gado que pasta livremente. O pequeno povoado desta fajã foi completamente arrasado pelo terramoto de 1757. Reconstruída e repovoada com o passar dos anos, voltou a sofrer grandes estragos com o terramoto de 1980.Os proprietários voltaram, apesar das vicissitudes a reconstruir as casas.

São aldeias míticas que observam o mundo. Parabéns!


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