Em Lisboa...sê turista

26-04-2017 13:45

Segunda-feira antecipei um pouco o Dia da Liberdade. Foi o dia da MINHA liberdade...por Lisboa. Desde os tempos da Faculdade que não passeava tanto a pé por Lisboa. Que bom foi, reviver os velhos tempos. Devido a dois compromissos que tinha - um no início e outro no final do dia - sobrou-me a tarde para ser turista por umas horas.

Comecei por Belém. Foi por lá que morei durante os 4 anos da Faculdade e tive saudades. Fiz questão de passar pelo prédio onde tive o quarto alugado e foi ali mesmo que decidi parquear o carro, onde só regressei pelas 19h. A partir dali, seria só a pé e de transportes públicos. Decidida, avancei a pé para Belém, sentindo o sol e a brisa morna que me "aquecia" de felicidade. Em toda aquela zona, Lisboa era um furor de turistas, de tuc-tucs, de autocarros de turismo. Quanta dinâmica. A fila para os Pastéis de Belém formava-se já na rua e fiquei muito feliz por verificar que Lisboa está ao rubro (o que se deverá passar também em muitas outras regiões do país). Segui depois para a zona ribeirinha e para o MAAT e fui refrescada pela brisa do Tejo à medida que me encaminhava para a plataforma panorâmica. Soberbo. À nossa frente o Tejo, os barcos, o Cristo Rei, a Ponte. Atrás de nós, Lisboa. Divinal.

Tomado o autocarro, fui até à Praça do Comércio, que se preparava para as comemorações do dia seguinte. Um palco gigante estava montado e proliferavam turistas por todo o lado. Como sabia de uma exposição sobre a calçada portuguesa que decorria num dos panteões da Praça, procurei por ela e entrei. Será dedicado um post sobre a exposição mais tarde. Depois da exposição, passei pelo famoso Café Martinho da Arcada (inaugurado em 1782 por Marquês Pombal e onde tomavam habitualmente café o nosso Bocage, Almada Negreiros ou Cesário Verde). Ali, tomei um café por 0,60€ (mais barato que na zona oeste ;)) Fantástico. De seguida, passei pelo Hotel Pestana/CR7 e subi em direção ao Castelo de S. Jorge.

A meio da subida, parei na linda Sé de Lisboa. O seu interior é digno de uma visita.

Continuando a subir, parei no Miradouro de Sta. Luzia, onde a vista alcança o Tejo, uma Caravela e um enorme barco cruzeiro atracado. Num muro ali perto li: "É pura poesia". Concordei em absoluto. 

Passei por casas e lojas pitorescas, sempre acompanhada pelo vai-vem de tuc-tucs, elétricos e  turistas, até ter chegado ao Castelo S. Jorge. Entrei e apreciei a vista soberba. Dezenas de turistas. Agora até um "wine and  a view" é possível ter lá. Oportunamente será feito um post sobre a historicidade do nosso belo Castelo.

De regresso a Belém, admirei um elétrico transformado em café com esplanada e entrei na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos onde fiz uma visita de cortesia aos túmulos de Vasco da Gama e de Camões. O interior da Igreja é de "perder a respiração".

De regresso ao exterior, uma charrete de passeio da Escola Equestre de Lisboa aguardava por clientes. Os tempos mudaram bastante...para melhor.

Foi uma tarde bem palmilhada e aproveitada. Uma tarde inspiradora.

Até já.

 


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