Educação, a alavanca para a inclusão social

12-09-2017 10:40

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O direito à educação é um direito social que se inspira na igualdade entre pessoas, pelo que as oportunidades educativas relacionadas com o ensino básico, secundário e superior, deverão estar ao alcance de qualquer pessoa. Apenas dessa forma estaremos perante uma sociedade socialmente inclusiva, onde as pessoas são equitativamente valorizadas e em que são respeitadas as suas diferenças. Um ensino de qualidade para todos é essencial para o desenvolvimento pessoal, social e profissional. São as escolas que proporcionam às crianças a primeira relação com o mundo exterior à família e que lhes permite o desenvolvimento de interações sociais, no respeito pela equidade, igualdade, cidadania e vida comunitária.

A educação tem uma grande importância estratégica para a sociedade e para o desenvolvimento económico. É nas escolas que se iniciam ou se deveriam iniciar os projetos de vida e a sustentabilidade pessoal e social. Contudo, Portugal confronta-se com o problema do desemprego jovem, nomeadamente com a questão de jovens em situação de NEET (jovens que não estão a trabalhar, não estão a estudar nem a receber formação). Numa notícia hoje publicada no Jornal Público, e tendo em conta os dados relativos a 2015, mais de um terço dos estudantes em Portugal, deixam o secundário sem o terminar e de acordo com a OCDE, Portugal é o país onde este indicador é mais elevado. Contudo, sabe-se que os programas vocacionais são os que têm maior sucesso e que garantem que os estudantes obtêm um diploma do ensino secundário. 

Sabe-se ainda que o género, o baixo nível de escolaridade e a vivência em meios rurais, são algumas das variáveis que contribuem para que se proporcione o risco de uma situação de NEET. Esses jovens são emocionalmente instáveis, menos autoconfiantes, com baixa autoestima, sofrem de apatia e de desmotivação. 

Assim, terá de existir, em tempo oportuno, um profundo trabalho de análise, triagem e devido aconselhamento e encaminhamento de jovens para as corretas áreas vocacionais, bem como a aquisição de competências de empregabilidade que envolva parcerias entre escolas, centros de emprego, munícipios, empresas e outras entidades de apoio social.

É essencial identificar casos no terreno, criar sinergias, parcerias e programas de atuação que trabalhem as competências de empregabilidade, nomeadamente as competências comportamentais, junto de jovens e adultos e que os "despertem" para os respetivos projetos de vida.


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