Desejar o que se tem ou ter o que se deseja?

19-05-2017 10:29

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Quando pensamos apenas em termos daquilo que queremos na vida, partimos de uma posição de lacuna e de descontentamento. As partes do ego centram-se no que falta às nossas vidas e a mente é erradamente levada a pensar que se tivermos mais, isso preencherá o vazio e sentir-nos-emos completos/as. Embora essas partes do ego devam ser felicitadas pelos esforços, a verdade é que aquilo em que nos fixamos tenderá a aumentar. A vontade e o desejo vão aumentando, são buracos sem fundo. Vão-nos aliciando a ganhar mais, a ter mais, a satisfazer mais caprichos. Diz Dalai Lama que "O verdadeiro antídoto para a ganância é a satisfação. Se tiver um elevado grau de satisfação, não importa se obtém o objeto ou não. De qualquer forma, ficará satisfeito." Dalai Lama afirma que há duas maneiras de atingir a satisfação: uma é obter tudo o que queremos e desejamos, a outra, mais fiável, é desejar e sentirmo-nos gratos/as por aquilo que já temos. Pensarmos nas bençãos que já temos (saúde, família, casa, comida, etc) e ficarmos gratos/as, transforma o pessimismo em otimismo, ajuda-nos a ver o copo meio cheio e não meio vazio.

Por último, existe ainda uma outra razão para se optar pelo otimismo: os otimistas têm sistemas cardiovasculares mais estáveis, sistemas imunitários mais ativos e uma menor resposta hormonal ao stress. Os otimistas vivem mais felizes e vivem mais tempo que os pessimistas.

De que estão à espera para "ciltivarem" o vosso otimismo?

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.


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