Curral do Burro...sob as estrelas e acima do mundo

15-02-2017 10:16

   

Ontem, um poema da pequenita e uma flor esperavam por mim em casa, dando conta que tudo conspira neste dia a favor do Dia de S. Valentim. É bonito e eu adoro tudo o que é genuino e simples. Afinal, o que contam são os afetos. Faltava agora o jantar. 

A noite estava límpida, as estrelas inundavam o céu, abençoando-nos com a sua presença, brindando à vida e aos momentos de afeto. Subindo a Serra de Montejunto, fomos procurando com o olhar o ainda desconhecido Curral do Burro

Cada vez mais perto das estrelas e do topo do mundo, as luzes das aldeias eram pequenas centelhas que nos faziam crer de que aquele lugar nos iría proporcionar uma noite diferente. Vislumbrámos 2 moinhos no alto e algumas luzes que nos deram pistas de que sería ali o local escolhido para celebrar o Dia de S. Valentim. Mais à frente, uma placa rústica indicava o restaurante. Continuámos a subir e parámos junto ao Moinho d'Aviz. Tínhamos chegado. 

Uma brisa com mistura de neblina fez-nos notar de como estávamos no meio da Serra e o frio repentino fez-nos ansiar por entrar depressa no Restaurante. Logo a porta se abriu por Miguel Nobre, um dos sócios, e demos por nós num lugar bem aconchegante, com uma linda decoração rústica (como eu gosto), da responsabilidade de Sofia Gomes. Fomos levados até à nossa mesa. As duas salas estavam cheias mas o ambiente era suficientemente calmo para conseguirmos ouvir a música de fundo. Aqui e ali, lanternas iluminavam o espaço e a salamandra mantinha uma temperatura bem quentinha e agradável. Logo fomos sendo servidos e os pratos estavam divinais. O vinho Solar da Marquesa foi a escolha certa.

Mais tarde, à conversa com Carlos Bernardino, um dos simpáticos sócios, percebi a origem do nome Curral do Burro. Assim tinha sido aquele espaço há muitos, muitos anos atrás: a casa dos animais dos proprietários daqueles 2 moinhos. Soube também que um dos moinhos está ativo e que produz a farinha que utilizam no Restaurante e que Miguel Nobre, restaura moinhos por todo o país (portanto, se por acaso tiverem um moinho velhinho, não o desperdicem, já ficam a saber deste contacto).

 No final, estava reservada uma surpresa: uma garrafa de champagne para o Valentim e uma caixa de bombons de Pera Rocha (confecionados por Dália Gomes) para a Valentina :).

Ficou a promessa de lá voltar mas dessa vez terá de ser de dia pois do lado de fora existe uma esplanada FANTÁSTICA, aberta sobre o horizonte, como se fosse uma varanda sobre o mundo e são servidos petiscos divinais. Recomendo vivamente e, se quiserem uns Bombons diferentes e DELICIOSOS, com a melhor fruta do Oeste, deverão encomendar através do Curral do Burro

Até breve. E PARABÉNS!

Um último pormenor: algumas fotos (por mais que tentasse) não ficaram na vertical mas como canta a Carminho: "O amor é assim, pelo menos pra mim, deixa-me do avesso...". As minhas desculpas. E vivam os afetos.

"Neste Dia de S. Valentim,

um bom presente pata te dar,

eram todos os planetas

e as ondas do mar.

Neste D. de S. Valentim,

um bom presente para te dar,

eram todas as estrelas do céu

e o sol a raiar."

 

 


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