A transversalidade da motivação para a aprendizagem...

20-07-2017 12:43

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Partindo da máxima "aprender até morrer", independentemente dos públicos-alvo (crianças, jovens ou adultos) e dos contextos (educativo ou formativo), a motivação para a aprendizagem é crucial no processo de ensino-aprendizagem e disso devem ter consciência os formadores, as formadoras, tutores, tutoras, professores e professoras Estes/estas profissionais devem garantir a criação e a consolidação de um clima positivo de aprendizagem, de bem-estar, focando-se no caráter dos/das aprendentes e nas suas virtudes, de forma a potenciarem o desenvolvimento de competências. A criatividade, persistência e entusiasmo, são virtudes e competências a ser modeladas e potenciadas nos contextos educativos e formativos. Neste aspeto, os formadores, formadoras e agentes educativos constituem um modelo de atitudes e, independentemente dos curricula e dos referenciais de formação, há que envolver os/as aprendentes no modelo SMART (específico, mensurável, adequado, realista e calendarizado) e implementar uma dinâmica de grupo que alimente as motivações e aspirações individuais. Neste sentido, há que auscultar e identificar as expetativas prévias, as motivações e eventuais crenças limitadoras ou desafiadoras, de forma a envolver os aprendentes no processo de aprendizagem.

Motivar, cativar, entusiasmar e encorajar são atitudes que um/uma formador/formadora, tutor(a) ou professor(a) deve ter, levando a um estado contínuo de autoconhecimento e de reflexão sobre a sua prática profissional. Para além das competências técnicas, as competências metodológicas devem conseguir cumprir os objetivos pedagógicos, facilitar os processos de aprendizagem e promover competências ao longo da vida. Devem existir modelos de atuação positivos que motivem os/as aprendentes a aprender, a superarem-se e a desafiarem-se, paralelamente ao cumprimento das metas curriculares e referenciais de formação.

A aprendizagem do séc. XXI deverá assentar em 6 pilares: resolução de problemas, colaboração, inovação, criatividade, comunicação e pensamento crítico. Por outro lado, enquanto virtudes e forças essenciais aos contextos de vida pessoal e profissional, destacam-se as forças cognitivas (criatividade, curiosidade, originalidade, gosto pela aprendizagem, empatia), as forças emocionais (autenticidade, ousadia, persistência, entusiasmo), forças interpessoais (inteligência emocional, equidade, liderança, trabalho de equipa) e as forças protetoras dos excessos (perdão, modéstia, prudência, autocontrolo, gratidão, esperança, humor e fé).

Em suma, os/as profissionais devem motivar, desafiar, orientar, ensinar a refletir, envolver e encorajar os/as formandos/as ou alunos/as ao longo de todo o processo de ensino-aprendizagem.

Deixem-se inspirar, deixem-se transformar.

 

 

 


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