A minha vida dava um livro...

31-03-2017 12:01

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No próximo dia 02 de Abril/17, comemora-se o Dia Internacional do Livro Infantil, data que celebra este ano, 50 anos de comemorações, data de aniversário do seu patrono, o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen e, curiosamente, também da minha filha mais pequenita. 

Hans Christian Andersen nasceu no seio de uma família muito pobre, a 2 de Abril de 1805, na Dinamarca.  Filho de sapateiro e de uma lavadeira, foi o pai - que adorava o filho - que lhe fomentou a imaginação e a criatividade, deixando-o aprender a ler, contando-lhe histórias e, mesmo, fabricando-lhe um teatrinho de marionetas. Hans apresentava no seu teatro peças clássicas, tendo chegado a memorizar muitas peças de Shakespeare, que encenava com seus brinquedos.

Ele foi, segundo estudiosos, a "primeira voz autenticamente romântica a contar histórias para as crianças" e buscava sempre passar padrões de comportamento que deveriam ser adotados, apontando os confrontos entre "poderosos" e "desprotegidos", "fortes" e "fracos", "exploradores" e "explorados", demonstrando a ideia de que todos os homens deveriam ter direitos iguais. Quem não conhece a história do Patinho Feio, do Soldadinho de Chumbo, da Pequena Sereia ou da Polegarzinha?

O Dia Internacional do Livro Infantil  tem, todos os anos, uma mensagem associada a este dia, assinada por escritores diferentes e a deste ano é do russo Sergey Makhotin, que se intitula "Vamos crescer com o livro",

Lá em casa sempre assim foi (felizmente), sempre cresci e fiz crescer com os livros, sempre incentivei os hábitos e o gosto pela leitura. As bibliotecas clássicas apaixonam-me, as livrarias "prendem-me" e tenho de ter sempre um livro ao lado. Contudo, ou se ama ler ou não, apesar de acreditar e dizer muitas vezes que, ler é como viajar: a partir do momento em que se comece, não mais se quererá parar. 

Tal como o referiu Sergey Makhotin, "Muitos de nós terão um dia pensado: Este livro fala sobre mim! E a personagem favorita parece ser igual a nós. Tem problemas semelhantes, e resolve-os com dignidade. E há outra personagem que não é igual a ti, mas tu gostarias de seguir o seu exemplo, de ser tão corajoso e desembaraçado quanto ela". Os livros têm esta magia, o poder de nos "seduzir", de nos transformar em personagens e de nos inspirar com histórias parecidas ou iguais à história da nossa vida. E pensamos: a minha vida dava um livro.

Vamos viver e fazer crescer com os livros!

 

 

 

 

 


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