A felicidade é um efeito secundário...

21-02-2017 10:19

Mattthieu Ricard define felicidade como: "uma profunda sensação de florescimento que emerge de uma mente excecionalmente saudável (...) não se limita a uma sensação agradável,a uma sensação passageira ou a um estado de espírito, mas é mais um estado ideal de ser. Um equilibrio emocional profundo decorrente de uma compreensão subtil do funcionamento da mente."

Nas últimas semanas (devido à preparação da minha Tese), tenho lido imenso sobre o funcionamento do cérebro e estou completamente apaixonada pelo tema. Decidi então ontem que, depois de ter lido dois volumes sobre Inteligência Emocional (um de Goleman e outro de Chade-Meng-Tan), deveria saber mais ainda, tendo acabado por requisitar mais dois livros, desta vez de António Damásio, neurologista e neurocientista português, Grande-Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada e detentor de vários prémios devido ao seu vasto trabalho de investigação nas áreas cerebrais. 

Na minha cabeceira e mochila estão agora os Livros "O sentimento de Si - O corpo, a emoção e a neurobiologia da consciência" e "Ao Encontro de Espinosa", ambos de Damásio.

Lidas algumas linhas do primeiro, fiquei de novo fascinada por perceber com clareza que as mesmas coisas que constroem a Inteligência Emocional, também nos ajudam a criar condições para a nossa própria felicidade. A felicidade é assim, um efeito secundário inevitável de se cultivar a Inteligência Emocional, bem como existem outros tantos efeitos colaterais, como por exemplo, a resiliência, o otimismo ou a bondade. Assim, aperfeiçoar e aprofundar as competências emocionais só nos pode trazer vantagens. E isto é possível devido à neuroplasticidade do cérebro, que lhe permite ser treinável.

E qual é o primeiro passo? Treinar a atenção plena. Treinando uma atenção forte, estável, percetiva que proporciona tranquilidade e clareza. E foi exatamente isso que decidi fazer ontem ao final da tarde: treinar a minha atenção junto de um local agradável. Escolhi o mar, esperar pelo pôr-do-sol e foquei aí a minha atenção, ignorando tudo à volta. E foi fantástico. A atenção plena não é mais do que " prestar atenção de uma forma particular: intencionalmente, no momento presente e sem fazer juízos de valor"(Jon Kabat-Zinn). Tentem treinar. Fica a dica.

 


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