A beleza da fé...

04-05-2017 16:50

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São bonitas todas as manifestações da fé e mais ainda quando acompanhadas pela arte. Dou-vos dois exemplos: o rosário gigante de Joana Vasconcelos e a azulejaria portuguesa que há muitos séculos reveste o nosso património histórico-religioso e que vai ser homenageada em Ovar com o primeiro Dia Nacional do Azulejo no próximo sábado.

Um terço gigante, com 26 metros, da autoria da artista Joana Vasconcelos, foi  inaugurado anteontem à entrada da Igreja da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima, no âmbito das comemorações do Centenário das Aparições. Designada por Suspensão, o terço é feito de contas brancas e vai ser iluminado pela primeira vez na noite do dia 12 de Maio/17, aquando da entrada do Papa Francisco no recinto do Santuário. De acordo com Joana Vasconcelos, a peça relaciona-se com o céu, a terra e a luz que ilumina o caminho.

Quanto à arte da azulejaria, havia de criar raízes na Península Ibérica por influência dos árabes, que para as terras conquistadas, trouxeram os mosaicos para ornamentar as paredes dos seus palácios. O estilo fascinou espanhóis e portugueses e os artesãos pegaram na técnica mourisca, que levava muito tempo, simplificaram-na e adaptaram os padrões ao gosto ocidental. Os primeiros exemplares usados em Portugal, os Hispano mouriscos,  ieram nos finais do século XV de Sevilha e serviram para revestir as paredes de palácios e igrejas. Passados cerca de setenta anos, em 1560, começam a surgir em Lisboa oficinas de olaria que passaram a produzir azulejos segundo a técnica de faiança, importada de Itália.

A originalidade da utilização do azulejo português e o diálogo que estabelece com as outras artes, vai fazer dele caso único no mundo. A nova indústria do azulejo floresceu com as encomendas da nobreza e do clero e grandes painéis foram fabricados à medida para preencher as paredes de igrejas, conventos, palácios, solares e jardins. A  inspiração veio das artes decorativas, dos têxteis, da ourivesaria, das gravuras e das viagens dos portugueses ao oriente. 

 No Museu Nacional do Azulejo, encontram-se painéis que testemunham a evolução e a monumentalidade desta peça de cerâmica decorativa que se adapta às necessidades e acompanha os estilos das diferentes épocas. O Retábulo da Nossa Senhora da Vida dos finais do século XVI , composto por 1384 azulejos que sobreviveram ao grande terramoto, é um exemplo da importância do azulejo em Portugal.

 


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